segunda-feira, 13 de abril de 2015

Dia 3 : Descisões

...corremos por muito tempo e não conseguíamos encontrar um local seguro até que ao longe conseguimos avistar uma pequena garota atravessando a rua enquanto esquivava daquelas criaturas.
  Em um ato de desespero, Elisa sai correndo em sua direção pensando que fosse sua irmã, eu não podia gritar,afinal havia muitos deles por ali. Corri atrás dela, ela já estava longe, não consegui alcança - la antes que ela virasse na esquina. Quando cheguei na rua na qual Elisa havia virado eu tive uma surpresa, elas não se encontravam ali.
  Permaneci escondido por um tempo, olhando para todos os lados para tentar encontrar algum sinal delas, nesse momento só conseguia pensar em uma coisa : ela foram pegas. Resolvo então sair do me esconderijo quando de repente ouço uma voz dizendo bem baixinho : aqui,vem logo.
  Segui a voz e então uma mão me puxa para dentro de uma farmácia que se localizava mais à frente, era a Elisa e sua nova companheira, a pequena Tomoko. Uma garotinha de aproximadamente dez anos, usava um vestido azul, com um laço na cintura, sua sapatilhas eram pretas e suas meias brancas iam até os joelhos, a garota devia estar de viajem com os pais pois ela era japonesa e não conhecia nenhum outro idioma. Elisa e eu passamos alguns minutos decidindo como iríamos agir agora já que Tomoko estava com a gente e não tínhamos ideia de onde ir dali. Algum tempo depois, após muito discutirmos, decidimos por manter o plano original e buscar a irmã de Elisa.
  Aproveitei o fato de estar em uma farmácia e peguei um remédio para minha perna machucada, afinal de contas, tudo que menos precisava era de uma ferida infeccionada. Peguei então a pequena whisqueira que se encontrava no bolso de minha jaqueta e tomei um pouco  daquele velho whisk que havia ganho de presente da minha amada Suzan.
  Com a arma em mãos eu fui na frente, Tomoko estava logo atrás de mim e na na nossa retaguarda, se encontrava a Elisa. Tomoko estava muito assustada, o que já era de se esperar de uma criança da sua idade. Conseguimos avançar bastante, então quando estávamos prestes à entrar em um hotel que estava logo em frente, Tomoko sai em disparada gritando coisas que não consegui compreender, já ela fala em japonês. Corremos atrás dela logo notamos que ela havia encontrado seus pais, o pai dela já tinha se tornado um deles e sua mãe estava caída no chão. Quando nos aproximamos, tudo o que eu ouvi foi: Por favor, me mate, por favor. Como tirar a vida de uma pessoa? Ainda mais quando sua filha está olhando, eu não podia,não iria conseguir fazer aquilo quando de repente sinto alguém tomando a arma da minha mão, Elisa atira, sem nem mesmo pensar e depois atira em Tomoko.
  Eu fico ali parado, sem saber o que dizer,tudo que passava pela minha cabeça era: por quê? Elisa então se aproxima e diz - Sinto muito,mas precisava ser feito e a garota não tinha mais ninguém e se você não tem ninguém, não encontra motivos para sobreviver.
  Então pensei comigo mesmo,porque eu estava lutando? Qual era o motivo para eu passar tudo aquilo? Não concordo com o que  Elisa disse, não devemos viver em função de outras pessoas e sim por nós mesmos, devemos ser fortes porque queremos ser fortes, mas naquele momento, naquela noite, eu não pensava assim...

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